O Tabaco

  1. Introdução
     

O Cigarro é um dos produtos de consumo mais vendidos no mundo. Comanda legiões de compradores leais e tem um mercado em rápida expansão. Satisfeitíssimos, os fabricantes orgulham-se de ter lucros impressionantes, influência política e prestígio. O único problema é que seus melhores clientes morrem um a um.
 

Os Cigarros estão entre os produtos de consumo mais lucrativos do mundo. São também os únicos produtos (legais) que, usados como manda o figurino, viciam a maioria dos consumidores e muitas vezes o matam.” Isso dá grandes lucros para a indústria do tabaco, mas enormes prejuízos à saúde dos clientes.
      

O tabaco é a única maior causa evitável no mundo hoje, matando até metade das pessoas que consomem. Globalmente, o uso de tabaco provoca quase 6 milhões de mortes evitáveis anualmente, dos quais 10% são devido à exposição ao fumo passivo do tabaco.

Se as tendências actuais continuarem, o número de mortes relacionadas ao tabaco anuais prevê aumentar para 10 milhôes até 2020, com 70% dessas mortes ocorrem em países de baixa e média renda (OMS - Organização Mundial de Saúde, 2011).

O uso de tabaco leva a dependência que é atribuída principalmente a nicotina. Existem outros compostos do tabaco que são tóxicos, causa mutações genéticas, câncer e morte. Os cigarros e outros produtos de tabaco são altamente projectados para criar e manter a dependência.
A dependência do tabaco é classificada como uma desordem (OMS 2011).

Produção de Tabaco em Angola
Não há cultivo de tabaco ou indústrias manufatureiras em Angola. Os produtos do tabaco são importados para África do Sul, com quase maioria da folha proveniente do Zimbábue.

Em 2009, a British American Tobacco assimiu o monopólio da indústria de tabaco em Angola, tornando-se assim uma empresa dominante, controlando as empresas FTU e SITAL com filiais em todas as províncias. Através dessas empresas, a BAT comercializa diferentes marcas do tabaco produzido fora do país.
a FABRICAS TABACO ULTRAMAR (FTU), controlada pela BAT, fabrica algumas marcas de cigarros.
A definição das normas regulamentares baseadas nos princípios da CQCT quanto a protecção ao meio ambiente e à saúde das pessoas, segundo reza o artigo 18 da referida convenção, é elemento importante que fará que Angola não se torne país produtor de tabaco.


  1. O Que Vai no Cigarro
     Até setecentos aditivos químicos  entram nos ingredientes utilizados na fabricação de cigarros. No entanto, constam entre os ingredientes mais pesados, pesticidas e insecticidas. 

Aquela atraente espiral de fumaça 
está repleta de umas 4.000 substâncias, entre as quais acetona, arsênico, butano, monóxido de carbono e nicotina. Os pulmões dos fumantes e de quem está perto ficam expostos a pelo menos 43 substâncias comprovadamente cancerígenas.

centenas de substâncias nocivas estão presentes no cigarro.


  1. O Que Há por Trás do Cigarro
     No mundo todo, três milhões de pessoas por ano -seis por minuto morrem por causa do fumo, segundo o livro Mortality From Smoking in Developed Countries 1950-2000, publicado em conjunto pelo Fundo Imperial de Pesquisas do Câncer, da Grã-Bretanha, pela OMS(Organização mundial de Saúde) e pela Sociedade Americana do Câncer. Essa análise das tendências mundiais com relação ao fumo, a mais abrangente até a presente data, engloba 45 países.

Na maioria dos países, adverte Richard Peto, do Fundo Imperial de Pesquisas do Câncer, “o pior ainda está por vir. Se persistirem os actuais padrões de tabagismo, quando os jovens fumantes de hoje chegarem à meia-idade ou à velhice, haverá cerca de 10 milhões de mortes por ano causadas pelo fumo - uma morte a cada três segundos.
     

O fumo é diferente de outros perigos”, diz o Dr. Alan Lopez, da OMS. “Termina matando um em cada dois fumantes”. 

A ideia da perca constante de clientes também é aterradora para a indústria do tabaco. Se todo ano, no mundo todo, três milhões de pessoas morrem por motivos ligados ao fumo, e muitas outras pararem de fumar, então todo ano é preciso encontrar três milhões de novos fumantes.

 Uma fonte de novos fumantes surgiu por causa do que a indústria do tabaco aclama como liberação das mulheres. O fumo entre as mulheres é facto consumado.

Marcas especiais de cigarro que alegam ter baixo nível de nicotina e alcatrão enganam as mulheres que fumam e que acham esse tipo de cigarro menos prejudicial. Outros cigarros são perfumados ou então são longos e finos, dando o visual que as mulheres talvez sonhem conseguir fumando.

      No entanto, o saldo de mortes relacionadas com o fumo ganha terreno, junto com a “liberação” feminina. O número de vítimas de câncer de pulmão entre as mulheres tem aumentando ao longo dos anos.


 Os factos mostram que os países em desenvolvimento são seu alvo, não importa o custo em vidas humanas.
      No mundo todo as autoridades sanitárias soam o alarme. Algumas manchetes: “África combate nova praga: o fumo.”


A nova batalha do Terceiro Mundo é contra o fumo” O continente africano tem sido castigado por secas, por guerras civis e pela epidemia da AIDS. No entanto, diz o Dr.Keith Ball, cardiologista britânico, “com exceção da guerra nuclear ou da fome, o fumo é a maior ameaça para a saúde da África no futuro”.
      Gigantes multinacionais contratam lavradores para cultivar tabaco. Estes derrubam árvores cuja madeira é extremamente necessária para cozinhar, aquecer ambientes e construir casas e a usam como combustível para a cura do tabaco. Cultivam lucrativas plantações de tabaco em vez de produtos alimentícios menos lucrativos. Os africanos pobres geralmente gastam grande parte de sua escassa renda em cigarro. As famílias africanas definham, desnutridas, enquanto os cofres dos fabricantes ocidentais de cigarro engordam com os lucros.